quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Professores tem primeiro contato com os laptops para alunos

Os professores das escolas contempladas com o Projeto Piloto Um Computador por Aluno – UCA, participam desde ontem (06) de uma ‘aproximação tecnológica’. A ação, realizada por uma equipe de técnicos da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC/Minas, tem como objetivo principal apresentar a nova ferramenta – os laptops - para os docentes.

O evento, que acontece das 8h às 12h e das 14h às 18h no prédio do Programa Nacional de Informática na Educação - Proinfo, (localizado na Av. Santos Dumont, n° 1.917 São Francisco - sede do Conselho Estadual de Educação), encerrará nesta quinta-feira (07).

“Este momento é de sensibilização. Apresentamos aos professores o que é o Projeto UCA, seus objetivos, o laptop e suas utilidades. A intenção é que os computadores portáteis não se tornem apenas uma ferramenta pedagógica a mais na escola, mas sim que seja utilizado de forma didática e criativa, promovendo também a inclusão digital”, destacou Lucila Ishitani, coordenadora da ação em Boa Vista.

Os professores também acessam a internet e trabalham a questão da mobilidade em sala de aula. Neste primeiro encontro será definido um planejamento estratégico para iniciar a capacitação em si, que será divida em cinco módulos com carga horária total de 180h, sendo 40h presenciais e 140h à distância.

Para Sônia Feitoza, gestora da Escola Estadual 31 de março, este Projeto vem para revolucionar o processo de ensino aprendizagem. “Os laptops com certeza serão de suma importância tanto para o professor quanto para o aluno. É uma ferramenta que vai atrair e estimular a busca pelo conhecimento e promover o acesso às novas tecnologias”, destacou a gestora.

Projeto UCA
É uma iniciativa do Governo Federal, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Integra as ações para o uso de novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC’s) nas escolas, por meio da distribuição de computadores portáteis aos alunos da rede pública de ensino. O Ministério da Educação - MEC realizou licitação para compra de 150 mil computadores portáteis para atender 300 escolas brasileiras.

A Secretaria de Educação, Cultura e Desportos – SECD aderiu ao Programa UCA para cinco escolas estaduais, totalizando a entrega de 2.479 laptops. Todas as escolas contempladas já receberam os laptops. Após os professores receberem a capacitação, o equipamento será utilizado em sala de aula.

Escolas que receberam laptops: Escola Estadual Desembargador Sadoc Pereira (Alto Alegre – 675 unidades), Escola Estadual 31 de março (Boa Vista – 406 laptops), Escola Antônio Nascimento Filho (Mucajaí – 466 laptops), Escola Estadual Tuxaua Antônio Horácio (Pacaraima – 277 unidades) e Escola Tenente João Azevedo Cruz (Rorainópolis – 655).

Fonte: http://ht.ly/19l4wV

Positivo vence em preço pregão de laptop educacional do MEC

Fabricante foi a que apresentou a melhor proposta para entrega de 600 mil notebooks que serão comprados pelos Estados e Municípios com financiamento do BNDES.

Por Edileuza Soares, da Computerworld

06 de outubro de 2010

A Positivo foi fabricante que apresentou a melhor proposta de preço no pregão eletrônico realizado pelo governo federal para aquisição 600 mil laptops educacionais que serão comprados pelos Estados e municípios que aderiam ao Programa Um Computador Por Aluno (Prouca). O leilão foi dividido em dois lotes, sendo o primeiro de 400 mil notebooks para atender as regiões Centro-Oeste e Norte e o segundo de 200 mil unidades para escolas do Nordeste e Sul.

Na tomada de preço para a compra das 400 mil unidades, o preço unitário oferecido pela Positivo foi de 344,18 reais. Já no leilão das 200 mil máquinas, o valor por laptop proposto pela fabricante foi de 376,94 reais.

No pregão para o fornecimento do primeiro lote a segunda colocada foi a AIOX do Brasil que se comprometeu a fabricar o portátil por 344,20. No segundo, a Digibrás/CCE ficou atrás da Positivo com a proposta de 409 reais.

O pregão, realizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) do Ministério de Educação (MEC), começou em 29/09 e se estendeu até hoje 06/10. Participaram da licitação cerca de 20 fabricantes, entre as quais estavam as multinacionais HP, Dell, Lenovo e Samsung. O leilão aconteceu durante as eleições e o assessor da Presidência da República, José Luiz Aquino, informa que não havia nenhum impeditivo em razão de o edital ter sido publicado em julho.

A Positivo venceu a primeira etapa no quesito preço. A empresa terá agora de passar pelos testes de aderência, que são dois. Para isso, a companhia terá de entregar uma amostra 25 laptops para análise das especificações técnicas exigidas pelo edital. O FNDE terá um prazo de 15 dias para fazer essa avaliação e depois solicitará outro lote de 25 unidades.

Segundo o FNDE, todo esse processo levará cerca de 40 dias e, se não houver nenhuma contestação na Justiça, o contrato com a Positivo poderá ser assinado ainda em dezembro. A expectativa do governo é que os laptops educacionais possam ser comprados pelos prefeitos e governadores no começo de 2011 para serem usados no próximo ano letivo.

Os notebooks educacionais serão adquiridos pelos Estados e municípios com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que abriu uma linha de crédito para financiar os equipamentos.
A aquisição das máquinas será feita por meio do Prouca, criado pela Lei 12.249, sancionada em junho último, que concedeu incentivos fiscais para a produção dos laptops.

Evolução de piloto
O Prouca é uma evolução do projeto-piloto Uca, pelo qual o governo federal comprou 150 mil laptops, que começaram a ser distribuídos em maio deste ano, para atender 300 escolas públicas de vários Estados do Brasil, escolhidas para participar programa para teste da iniciativa. O investimento do MEC na aquisição dessas máquinas foi de 82 milhões de reais.

A licitação para aquisição dessas máquinas levou quase três anos e foi alvo de muita contestação pela indústria, que teve, numa primeira etapa, a Positivo como vencedora. O governo cancelou o pregão por não ter entrado em acordo com a fabricante sobre o valor e configuração das máquinas.

A elaboração de um novo edital levou mais de um ano e vitoriosa da concorrência foi a Comsat. Entretanto, a empresa acabou reprovada nos testes das especificações técnicas. A fabricante recorreu da decisão na Justiça e não ganhou o contrato, sendo que a escolhida final foi a CCE/Digibrás.